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cao1 Em 17 de março de 2017 / Sem categoria

Ainda falta muito para que os animais garantam seus direitos

Nem todos os animais têm um lar e são tratados com carinho. No Brasil, a estimativa é de que existam 30 milhões abandonados pelas ruas e no mundo,
mais de 100 milhões sofrem e morrem anualmente vítimas de testes

 

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães não tenham dono. Em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro. Destes, 10% estão abandonados.

A advogada e presidente da Aspaan de Anápolis – Associação Protetora e Amiga dos Animais -, Thaís Gomes, acredita que a questão do abandono e maus tratos contra os animais tem dois lados, a falta de políticas públicas, de campanhas de conscientização, mas também uma falta de responsabilidade dos cidadãos. “Eu costumo dizer que os animais não nasceram na rua, eles foram abandonados. E quando eles começam a viver na rua, passam a ser uma questão de saúde pública, pois podem se tornar transmissores de doenças”.

Thais enumera algumas atitudes que os governantes poderiam tomar, como oferecer tratamentos públicos para animais, com vacinação e castração gratuita, campanhas de posse responsável e de conscientização sobre os direitos dos animais. “As pessoas pegam um bichinho para criar e por qualquer motivo abandonam na rua. A família muda para um apartamento menor e o cachorro tem de ir para a rua. A gestante quer se livrar do gato porque acha que ele vai transmitir toxoplasmose. Isso é falta de informação. Não pode ser assim. O animal não é descartável”.

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E AS EMPRESAS?

Como se não bastasse a realidade do abandono, ainda temos a situação dos teste que algumas empresas insistem em fazer com animais. Para testar drogas e insumos, bilhões de bichinhos – principalmente roedores, cães, gatos e primatas – são trancados em laboratórios anualmente e submetidos à práticas dolorosas. Inserção de substâncias tóxicas em seus olhos, inalação forçada de fumaça e implantação de eletrodos em seu cérebro são apenas algumas destas práticas.

Estudiosos já têm comprovado a ineficácia dos testes em animais e já existem inúmeras métodos substitutivos eficientes e eficazes que podem e já estão sendo usados nessa área. Isso sem falar dos modernos processos de análise genômica e sistemas biológicos in vitro, que vêm sendo muito bem utilizado por pesquisadores brasileiros.

A Piatan foi idealizada já com o princípio de que seus produtos não seriam testados em animais. “Quando nos referimos aos animais, independentemente da espécie, partimos do pressuposto que são vidas, sentem dor, medo e tudo mais que podemos sentir. E diferentemente do que muitos pensam, eles não estão aqui para nos servir. É nosso dever respeitá-los e protegê-los como seres vivos”, defende o fundador da marca, Igor Sebba.

“Nossa causa vai além, queremos liderar pelo exemplo um movimento de proteção aos animais que vai desde aqueles que estão mais próximos do contato humano até os que sofrem com os testes realizados pela indústria em geral. Esperamos incentivar os consumidores a serem mais conscientes e exigentes”, completa.

Além de não testar em animais, a Piatan ainda usa embalagens verdes, cartuchos de papel reciclado e insumos naturais que evitam a poluição de mares, rios, e a morte de animais aquáticos.

 

 

 

 

 

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